Esses dias ouvi de um amigo que na próxima vez que encontrasse com o dito cujo na rua deveria agradecê-lo. Vejo que sou obrigado a concordar com ele.
Apesar de toda dor e todo sofrimento que esse processo me fez passar, sobra espaço para uma auto-reflexão interna. Um momento de parar para perceber o que realmente vale a pena na vida e porque vale a pena.
Reflito também sobre as futuras relações. Agora tenho a responsabilidade de fazer uma escolha mais cautelosa pois uma das poucas certezas que tenho na vida é que não quero passar por isso novamente. Sei que as vezes a vida não é tão previsível e nem tudo sai como nossos planos, mas tudo o que eu puder fazer para me prevenir desta dor eu farei.
A constatação é que não vale a pena viver de sofrimento. Se minha escolha foi a vida, elaborar deve ser um imperativo. Ninguém vale a lágrima da rejeição.
Penso que a busca por iguais pode ser uma solução, considerando que não vou sair falando algo tão intimo da minha vida por aí. Definitivamente essa não é minha escolha. Saber o que a pessoa pensa e seu histórico de reação diante do HIV podem fornecer pistas valiosas.
Não se trata de fugir de potenciais candidatos a amores, mas se entregar a amores e pessoas que tenham capacidade de olhar pro meu coração e não apenas para minhas couraças.
No processo seletivo da vida fui escolhido para elaborar isso e vivenciar um amor verdadeiro. Deixo o coração fazer o papel dele, mas tenho na razão a prevenção do sofrimento. Tudo isso deve ter um motivo que algum dia espero entender.
Ninguém precisa passar por essa rejeição. Não vale a pena perder tempo com o que nos machuca. A vida é curta, por isso curta a vida. Estou disposto a ser feliz. E o verdadeiro amor definitivamente é o amor próprio: base para nos tornar capaz de amar outras pessoas.
Obs.: Tenho aprendido muito com Anitta!! hehehehehe Prepara!!

